đź’° Fazenda avalia teto para juros do consignado privado, mas ressalta cautela para evitar exclusĂŁo

O MinistĂ©rio da Fazenda está considerando a criação de um teto para as taxas de juros do crĂ©dito consignado privado, segundo o secretário de Reformas EconĂ´micas, Marcos Pinto, em entrevista ao CNN Money. A proposta mira coibir práticas abusivas dos bancos, que teriam cobrado juros diferentes de clientes com perfis de risco semelhantes, caracterizando possĂ­vel uso de poder de mercado. 

No entanto, Pinto destacou que a medida precisa ser analisada com muita cautela, pois um limite de juros mal calibrado pode excluir trabalhadores do acesso a essa modalidade de crĂ©dito, tradicionalmente considerada mais barata. Ele alertou que tabelar preços pode levar tomadores a recorrer a emprĂ©stimos com juros ainda mais altos, como os do cartĂŁo de crĂ©dito, que nĂŁo tĂŞm teto regulatĂłrio. 

Atualmente, a taxa mĂ©dia de juros do consignado privado com garantia do FGTS Ă© de cerca de 3,94% ao mĂŞs, mais que o dobro das taxas praticadas no consignado para aposentados e servidores pĂşblicos, que giram em torno de 1,80% ao mĂŞs. 

O debate ocorre em um contexto de ajustes na polĂ­tica de crĂ©dito no Brasil, com iniciativas como o programa “CrĂ©dito do Trabalhador”, que já contribuiu para redução das taxas mĂ©dias em algumas faixas, e discussões mais amplas sobre o papel do crĂ©dito acessĂ­vel para impulsionar o consumo e a economia. 

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