Com prazo apertado, governo mantém corte de benefícios tributários como pilar da estratégia orçamentária de 2026

Mesmo diante de um prazo apertado antes da votação do Orçamento de 2026, a equipe econômica do governo federal mantém a proposta de cortar benefícios e incentivos tributários de forma linear, considerando essa medida central para a estratégia fiscal do próximo ano. 

A proposta, defendida pela Ministério da Fazenda, deve render cerca de R$ 20 bilhões em receitas adicionais em 2026, valor considerado importante para permitir o cumprimento da meta fiscal de superávit primário de 0,25% do PIB. 

Segundo fontes do governo, apesar do tempo limitado antes da votação da peça orçamentária — prevista para quarta-feira (17) — ainda há expectativa de que o Congresso Nacional avance na análise da proposta de corte, integrando-a ao Orçamento. 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já afirmou publicamente que a aprovação dessa medida é essencial para “fechar” o Orçamento do próximo ano, destacando que os chamados gastos tributários no Brasil somam cerca de R$ 800 bilhões anuais, e a redução esperada representa “um começo” no ajuste fiscal. 

O secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, reforçou em eventos recentes que a aprovação do corte é vista como fundamental para assegurar que o governo alcance o superávit primário em 2026, aliviando pressões sobre as contas públicas em um contexto de limites fiscais mais rígidos. 

A medida ainda enfrenta o desafio do cronograma legislativo restrito, mas segue como uma das prioridades da estratégia orçamentária do governo para o próximo ano.

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