Brasil é o único emergente que não cortou juros em 2025 e mantém Selic em 15%
O Brasil encerrou 2025 na contramão das principais economias emergentes ao manter a taxa Selic em 15% ao ano durante todo o ano. Enquanto países como Índia, Rússia, China, Egito e África do Sul iniciaram ciclos de cortes, o Banco Central brasileiro optou pela estabilidade devido à inflação persistente e ao ritmo aquecido do mercado de trabalho.
Entre os integrantes do BRICS, o Brasil foi o único que não promoveu reduções na taxa básica de juros. No G20, apenas Brasil e Japão não cortaram juros em 2025 — mas, ao contrário dos demais, o caso brasileiro se destaca pelo patamar elevado e prolongado da Selic, que permanece acima de dois dígitos desde o início do ciclo de aperto monetário.
Segundo o Banco Central, a decisão de manter o juro alto reflete preocupações com a ancoragem das expectativas de inflação, o comportamento dos preços de serviços e o risco de descontrole fiscal. A taxa de 15% continua sendo uma das mais altas do mundo, influenciando o custo do crédito, o consumo das famílias e os investimentos.
Enquanto isso, grandes economias como os Estados Unidos já iniciaram cortes em 2025, reforçando o contraste entre a política monetária brasileira e as tendências globais. A postura mais dura do BC tem dividido analistas, que veem tanto prudência quanto excesso de cautela no combate à inflação.



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