Alemanha e Espanha intensificam pressão por acordo Mercosul-UE apesar de resistência interna

Em meio a um impasse político dentro da União Europeia, Alemanha e Espanha voltaram a pressionar pela conclusão e aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a UE, negociado há mais de duas décadas e considerado estratégico para ambos os blocos.

Os dois países defendem que o tratado é fundamental para ampliar o comércio internacional, reduzir a dependência europeia de mercados como China e Estados Unidos e fortalecer a posição geopolítica da UE em um cenário global cada vez mais competitivo.

O acordo prevê a eliminação gradual de tarifas sobre uma ampla gama de produtos industriais e agrícolas, criando uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, envolvendo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além dos 27 países do bloco europeu.

Apesar do apoio de economias relevantes, o avanço do tratado segue travado pela resistência de países como França, Itália e Polônia, que alegam riscos ao setor agrícola europeu. Produtores rurais desses países temem a concorrência de produtos sul-americanos, especialmente carnes e grãos, que poderiam entrar no mercado europeu com preços mais baixos.

A oposição interna tem dificultado a formação de uma maioria qualificada no Conselho Europeu — requisito necessário para a aprovação do acordo. Paralelamente, protestos de agricultores em diversas cidades europeias ampliam a pressão política sobre os governos contrários ao tratado.

Autoridades favoráveis ao acordo alertam que um novo adiamento pode comprometer a credibilidade da União Europeia como parceira comercial e enfraquecer sua estratégia de diversificação econômica em um ambiente global marcado por tensões comerciais e disputas geopolíticas.

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