Desemprego nos EUA atinge maior nível em 4 anos e desafia pausa nos juros do Fed

Os Estados Unidos registraram um aumento inesperado na taxa de desemprego em novembro, atingindo 4,6% — o maior nível em mais de quatro anos e colocando em xeque a aposta de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, manteria uma longa pausa nos cortes de juros. 

De acordo com os dados divulgados, o mercado de trabalho apresentou sinais de fragilidade: embora 64 mil vagas tenham sido criadas em novembro, o mês anterior registrou uma perda de 105 mil empregos, principalmente devido a cortes no setor federal. Além disso, revisões apontaram que os números dos meses anteriores foram menores do que o inicialmente reportado. 

O aumento da taxa de desemprego, acima dos 4,4% previstos pelo mercado, reflete uma estagnação no ritmo de criação de vagas e levanta dúvidas sobre o momento apropriado para novos ajustes na política monetária. Analistas em Wall Street afirmam que esses indicadores podem justificar cortes adicionais de juros em 2026, apesar de o Fed já ter reduzido a taxa básica em dezembro. 

O presidente do Fed, Jerome Powell, informou que o enfraquecimento do mercado de trabalho tem sido mais gradual do que o esperado, e que os números recentes — além de serem menos confiáveis devido a problemas na coleta de dados após uma paralisação do governo — ampliam a cautela sobre decisões futuras. 

Economistas ressaltam que, embora o cenário geral não indique uma recessão iminente, o enfraquecimento do emprego poderia influenciar tanto a trajetória de juros quanto as expectativas de crescimento econômico, impactando consumidores, empresas e mercados financeiros. 

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