Paraguai avisa que não há “tempo infinito” e pressiona UE por acordo com o Mercosul
Às vésperas de assumir a presidência rotativa do Mercosul, o Paraguai enviou um recado direto à União Europeia: a disposição para o diálogo permanece, mas as negociações do acordo comercial entre os blocos não podem se arrastar indefinidamente. A declaração ocorre em meio à frustração dos países sul-americanos com o novo adiamento da assinatura do tratado.
O chanceler paraguaio destacou que o Mercosul tem demonstrado paciência ao longo de mais de duas décadas de negociações, mas alertou que a falta de uma definição concreta compromete a credibilidade do processo. Segundo ele, o bloco espera sinais claros da União Europeia sobre prazos e compromissos efetivos.
O acordo Mercosul–UE é visto como estratégico para ampliar o comércio exterior, atrair investimentos e fortalecer a inserção internacional dos países sul-americanos. No entanto, resistências internas dentro da União Europeia, especialmente relacionadas ao setor agrícola, continuam a travar o avanço do tratado.
Ao assumir a liderança do Mercosul, o Paraguai indica que pretende manter o tema no topo da agenda diplomática, combinando pressão política com articulação internacional. A expectativa é que o novo comando do bloco busque acelerar as negociações e evitar novos adiamentos, enquanto os países membros avaliam alternativas para diversificar parcerias comerciais.
O posicionamento paraguaio reforça o clima de impaciência crescente no Mercosul e aumenta a pressão sobre a União Europeia para uma definição sobre um dos maiores acordos comerciais em negociação no cenário global.



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