Cúpula do Mercosul é marcada por impasse e atraso no acordo com a União Europeia
A Cúpula do Mercosul teve início em meio a um clima de frustração após o adiamento da assinatura do acordo de livre comércio com a União Europeia. O tratado, considerado histórico e aguardado há mais de duas décadas, não foi formalizado durante o encontro, contrariando as expectativas dos países do bloco sul-americano.
O principal motivo para o atraso foi a falta de aval do Conselho Europeu, etapa necessária para que a Comissão Europeia pudesse assinar oficialmente o acordo. Países como França e Itália pediram mais tempo para discutir o texto, pressionados por setores agrícolas que temem impactos econômicos com a entrada de produtos do Mercosul no mercado europeu.
Autoridades do Brasil e de outros países do bloco destacaram que o adiamento não significa o fim das negociações. O acordo segue como prioridade estratégica, especialmente diante do cenário global de disputas comerciais e da busca por novos mercados.
Apesar do contratempo diplomático, a expectativa é de que o processo avance nos próximos meses, com a possibilidade de assinatura em 2026, caso os entraves políticos internos da União Europeia sejam superados.



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