Pressão do lobby agrícola trava acordo Mercosul-UE, diz CNA em meio a impasse europeu
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alertou que a pressão do lobby agrícola na União Europeia tem sido intensa e representa um dos principais entraves às negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a UE — tratado que pode criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.
Segundo Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da CNA, a aprovação recente de salvaguardas agrícolas pelo Parlamento Europeu reflete justamente essa resistência e pode limitar o acesso efetivo dos produtos sul-americanos ao mercado europeu, mesmo que tais medidas não façam parte oficialmente do texto negociado do acordo.
Mori destacou que essas salvaguardas são uma regulamentação interna unilateral da UE, distinta dos capítulos negociados no tratado em si, e que este tipo de ação pode gerar “sinalizações negativas” às partes envolvidas.
Apesar das controvérsias, a diretora da CNA ressaltou que o acordo pode trazer benefícios significativos ao agronegócio brasileiro, especialmente com a redução de tarifas para exportações, desde que o acesso ao mercado europeu não seja prejudicado por regras paralelas ou salvaguardas adicionais.
A opinião da CNA surge em um contexto de forte resistência de agricultores e governos europeus, que promovem protestos e defendem proteções adicionais ao setor local para evitar concorrência com produtos importados do Mercosul com custos mais baixos.



Publicar comentário