Planalto Pressiona por Juros Menores, Mas Mantém Apoio a Galípolo e à Política Monetária do Banco Central
Nos corredores do Palácio do Planalto, integrantes do governo expressam insatisfação com a persistente política de juros altos, mas também defendem uma postura mais cautelosa na pressão sobre o Banco Central (BC).
Meses atrás, era comum entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a expectativa de que o Brasil entraria no ano eleitoral com trajetória de queda da taxa Selic. No entanto, após a mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa básica de juros foi mantida em 15% ao ano, frustrando as esperanças de corte imediato.
Apesar da pressão por juros menores, governistas evitam confrontar diretamente o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mesmo entre petistas mais próximos do presidente. Alguns chegaram a defender abertamente a condução de Galípolo no comando da política monetária.
O comunicado divulgado após a reunião do Copom destacou que o cenário atual ainda exige cautela na política monetária, com o colegiado indicando que manterá a taxa em patamar elevado por período prolongado para assegurar a convergência da inflação à meta.
No governo, ainda há otimismo com a possibilidade de cortes nos juros já no primeiro trimestre de 2026, especialmente se o cenário eleitoral e o quadro de candidaturas ficarem mais claros ao longo do tempo.



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